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A maioria das crianças com sinusite se

recupera sem antibióticos

Os antibióticos não favorecem a maioria das crianças com sinusite aguda, de acordo com um estudo que será publicado na edição de abril do periódico Pediatrics . Essa descoberta traz alguns questionamentos sobre a prática comum de receitar antibióticos às crianças com sintomas duradouros de sinusite.

"A maioria das crianças com sintomas similares ao resfriado, os quais sugerem sinusite aguda, melhoram em três semanas sem a terapia com antibióticos", diz Jane Garbutt, professora de medicina da Escola de Medicina da Universidade de Washington. "Nosso estudo sugere que, para crianças com sinusite aguda sem complicações, faz sentido adiar o tratamento com antibióticos e mantê-las em observação. Os antibióticos são caros e causam efeitos colaterais, mais comumente a diarréia", complementa. Outra preocupação seria o paciente se tornar resistente ao antibiótico.

Os pesquisadores avaliaram 180 pacientes pediátricos entre 1 e 18 anos de idade cujos sintomas de sinusite persistiam por 10 a 28 dias. Uma vez que os pacientes eram clinicamente diagnosticados com sinusite aguda, eram designados aleatoriamente a um de três grupos. Por 14 dias, um grupo recebia amoxicilina, o segundo, amoxicilina-clavulanato e o terceiro, uma substância inativa.

Os pesquisadores contactavam cada paciente sete vezes durante os dois meses seguintes para avaliar se os sintomas de sinusite ainda estavam presentes e se os pacientes melhoravam ou pioravam. Também foi possível observar efeitos colaterais do tratamento, recaídas ou sintomas da sinusite e a satisfação dos pais.

Em 14 dias, 79% das crianças que receberam amoxicilina melhoraram, bem como 81% daquelas que receberam amoxicilina-clavulanato e 79% daquelas que receberam o placebo. Efeitos colaterais como náusea e diarréia eram mais comuns entre crianças que recebiam antibióticos.

WASHINGTON (Reuters) - A gagueira e uma forma grave de ronco conhecida como apnéia podem estar ligadas e ambas as condições podem ser causadas por um dano cerebral sofrido no início da vida, disseram pesquisadores norte-americanos. Uma equipe da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, descobriu que cerca de 40 por cento dos pacientes com apnéia estudados também eram gagos quando crianças.

A apnéia é uma forma grave do ronco, durante a qual a respiração do paciente pára várias vezes enquanto ele dorme. O problema está ligado a uma alta incidência de morte cardíaca.

"Por décadas achamos que a apnéia acontecia em razão de um estreitamento das vias aéreas causado por amígdalas dilatadas, uma mandíbula pequena e excesso de gordura na garganta", disse o médico Ronald Harper, professor de neurobiologia. "Nossas descobertas mostram, entretanto, que pacientes com apnéia também sofrem conexões desordenadas nas regiões cerebrais controladoras dos músculos das vias aéreas. Isso pode levar à síndrome", acrescentou o chefe do estudo.

Harper e seu grupo relataram ao American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine que usaram a técnica da ressonância magnética para comparar os cérebros de 21 homens com apnéia e outros 21 sem o problema. Os exames revelaram uma perda dramática de matéria cinzenta-- células cerebrais-- nos homens com apnéia. As áreas do cérebro mais atingidas eram as envolvidas no processo da fala, do movimento e da emoção.

A quantidade de dano cerebral estava correlacionada diretamente à gravidade da apnéia. Essas áreas do cérebro nos homens saudáveis eram entre 2 e 18 por cento maiores do que os pacientes da apnéia."Acreditamos que um dano precoce ao centro da fala do cérebro leva a problemas nos músculos que controlam o sistema respiratório e isso, em parte, causa a apnéia", afirmou o médico Paul Macey, um dos pesquisadores.

"Como os pacientes da apnéia tiveram problemas na fala durante a infância e o centro da fala do cérebro deles passou por uma perda significante da massa cinzenta, esse dano cerebral provavelmente se originou no início da vida."

Os pesquisadores apontaram que 38 por cento dos pacientes com apnéia relataram ter um histórico de gagueira ou problemas na fala comparado a apenas 7 por cento da população geral. "Defeitos no falar podem servir como uma boa pista no diagnóstico para determinar e tratar a apnéia", disse Macey. "No futuro, os médicos poderão monitorar determinadas áreas cerebrais e examinar as crianças para problemas na fala e no movimento que predizem um risco maior de apnéia."

Fonte: Pediatrics, 02/04/2001

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